segunda-feira, 20 de junho de 2011

Governo de SP veta jaleco fora do trabalho

Objetivo é evitar que bactérias sejam levadas na roupa para dentro dos hospitais; para médicos, lei é inócua
Médicos e outros profissionais de saúde do Estado de São Paulo estão proibidos de usar jalecos e aventais fora do ambiente de trabalho. A lei, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi publicada ontem no "Diário Oficial" do Estado.

A justificativa é que, ao circular pelas ruas com o uniforme, os profissionais podem carregar para dentro dos hospitais bactérias e outros micro-organismos, que ficam grudados na roupa. A lei, proposta pelo deputado Vitor Sapienza (PPS), prevê multa de dez Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (R$ 174,50) ao profissional que for pego com uniforme nas ruas. A multa será em dobro na reincidência, mas o governo ainda não sabe como será a fiscalização. Estudos demonstram que bactérias com potencial de causar infecções hospitalares podem resistir semanas nos jalecos e aventais. Mas não há evidências de que essas bactérias vão causar, de fato, infecções. Infectologistas ouvidos pela Folha consideram a lei inócua e afirmam que a falta de higiene é a principal fonte das infecções nos hospitais. "Seria muito mais útil fazer uma campanha para que os médicos e os outros profissionais lavem as mãos", diz Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Segundo ele, o maior perigo é quando profissional de saúde manipula um paciente portador de uma bactéria resistente, não lava as mãos corretamente e, depois, toca em outros doentes. Para o médico José Erivaldes Guimarães Júnior, diretor da Federação Nacional dos Médicos e professor da Unifesp, a lei não tem nenhuma importância para a saúde pública. "Fundamental é lavar as mãos, é ter médicos e equipamentos nos postos." Levantamento do Cremesp (Conselho Regional de Medicina) e do Ministério Público Estadual em 65 hospitais públicos e 93 hospitais privados da capital e do interior mostrou que em 28% deles não havia nas áreas críticas o básico para reduzir infecções, como uma pia. Ontem, das 18h às 18h45, a Folha presenciou pelo menos 23 médicos circulando pelas ruas próximas do Hospital das Clínicas da USP usando jaleco. Muitos seguiam para a lanchonete Gigi, ao lado do HC. O deputado Vitor Sapienza diz que enfrentou resistência ao seu projeto até entre os colegas de Assembleia. "Mas, se o governador, que é médico, sancionou, é porque é importante." Ele acredita que a resistência à lei esteja no fato de o avental branco conferir um "certo status" ao médico. REGULAMENTAÇÃO A Secretaria de Estado da Saúde informou que a lei ainda precisa ser regulamentada, mas não há prazo, e que ainda serão definidas as formas de fiscalização.

Fonte: Folha de São Paulo.

Data :
13/6/2011

quinta-feira, 27 de maio de 2010

" Fisioterapia Respiratória "

Site do COFFITO... Interessante ler, para quem acha que fisioterapia é só exercício!!! Fisioterapia respiratória é extremamente abrangente, e na asma, que trata o artigo, é apenas uma das infinitas aplicações!!! Vale ler!!! http://www.coffito.org.br/publicacoes/pub_view.asp?cod=1804&psecao=7

quinta-feira, 8 de abril de 2010

União e luta da classe!!!

Estava eu vendo as notícias pela internet e li hoje no site do coffito sobre a audiência pelo aumento do piso salarial do fisioterapeuta, fiquei orgulhosa, pois temos que lutar pelos nossos direitos, afinal de contas nosso trabalho é de suma importância na recuperação de nossos pacientes, trabalho esse, pouco valorizado e pouco remunerado, o que é um absurdo, haja vista a importância e resultados advindos do tratamento fisioterapêutico. A união dos profissionais é de suma importância, porque uma vez que alguns se submetem a um trabalho de remuneração vergonhosa, a classe perde a força para lutar por valorização da profissão e aumento de nosso salário.
Acessem o site do coffito e leiam a notícia!!!

sábado, 27 de março de 2010

ASPECTOS GERAIS DO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO INFANTIL: VYGOTSKY x PIAGET

O desenvolvimento humano é um processo de construção de habilidades e de comportamentos que resultam da interação entre as influências biológicas, a história de vida e seu contexto sociocultural. A aquisição de novas habilidades está diretamente relacionada não apenas à faixa etária da criança, mas também às interações vividas com os outros seres humanos do seu grupo social. As teorias cognitivas se ocupam em estudar os processos centrais do indivíduo como organização do conhecimento, de informações, estilos de pensamento.
PIAGET Na abordagem interacionista / construtivista, cujo maior teórico é Jean Piaget (1896/1980), o desenvolvimento é fruto do processo de maturação e da necessidade de equilíbrio inerente a todo ser vivo, ou seja, à cada mudança do meio externo ou interno ao indivíduo, ocorre uma mudança no seu comportamento na tentativa de atingir um novo estado de equilíbrio. Durante esse processo, vão sendo atingidos estados de equilíbrio superiores. Piaget desenvolveu sua teoria do desenvolvimento cognitivo, que pode ser compreendida como uma teoria de etapas, que pressupõe que nós seres humanos passamos por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis. O interacionismo, a idéia de construtivismo seqüencial e os fatores que interferem no desenvolvimento, são pressupostos básicos de sua teoria. A criança é vista como um ser dinâmico que interage com o ambiente, interação esta que faz com que estruturas mentais sejam construídas e maneiras sejam adquiridas para que a mesma funcione. Essa interação com o meio, ocorre através de dois processos simultaneamente, a organização interna e a adaptação ao meio. A adaptação é definida por Piaget, como o próprio “ desenvolvimento da inteligência”, e ocorre através da assimilação e da acomodação. A assimilação nada mais é que o processo de incorporação dos desafios e informações do meio aos esquemas mentais existentes, já a acomodação é um processo de criação ou mudança de esquemas mentais em conseqüência da necessidade de assimilar os desafios ou informações do meio. Os esquemas citados no parágrafo anterior, constituem a unidade básica de pensamento e ação estrutural do modelo piagetiano, sendo um elemento que se transforma no processo de interação com o meio, visando a adaptação do indivíduo ao real que o circunda. Segundo Piaget, a teoria da equilibração, de uma maneira geral, trata de um ponto de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, e assim, é considerada como um mecanismo auto-regulador, necessária para assegurar à criança uma interação eficiente dela com o meio – ambiente. LEV VYGOTSKY Vygotsky deixou contribuições significativas para a psicologia, educação entre outros. Sua teoria fundamenta-se no desenvolvimento humano como resultado de um processo sócio-histórico, uma maior importância ao papel da linguagem e da aprendizagem, tendo como centro das atenções a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio. Na concepção Vygotskyana, o estudo da consciência configura-se de primordial importância para a ciência da psicologia. Sua veemente oposição às duas correntes de pensamento dominantes na psicologia da época – a mecanicista e a idealista – apoiava-se por um lado, na desconsideração da consciência enquanto objeto de estudo da psicologia – evidenciada pelo behaviorismo – e, por outro, na abordagem à consciência sob os caminhos da introspecção, considerando-a enquanto fenômeno mental puramente subjetivo e exclusivamente interno. A defesa de um método dialético que contemple o estudo histórico dos processos de mudança, adotando uma análise do processo, das relações dinâmico-causais explicativas, possibilitando reconstruir todos os pontos do processo até a origem de uma certa estrutura, caracteriza o método vygotskyano enquanto experimental-desenvolvimentista. O desenvolvimento cognitivo é abordado por um processo de orientação, em vez de olhar para o final do processo de desenvolvimento, ele debruçou-se sobre o processo em si e analisou a participação do sujeito nas atividades sociais. Propôs que o desenvolvimento não precede a socialização, ao invés, as estruturas sociais e as relações sociais ao desenvolvimento das funções mentais. Para Vygotsky, existe a ZDP ( ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL) , que diz respeito à distancia entre o nível de desenvolvimento atual e o nível de potencial desenvolvimento, ela consiste em um momento transitório no qual a criança, potencialmente capaz, consegue solucionar um determinado problema quando está em interação com outra criança mais evoluída ou com um adulto, mas ainda não consegue resolvê-lo por si mesma, sem a ajuda de terceiros. A perspectiva vygotskyana considera as dimensões cognitiva e afetiva enquanto constituintes da consciência, vinculadas por meio de uma relação indissociável de construção e reconstrução dinâmica ao longo de todo o processo de desenvolvimento. Esta consideração integrada entre cognição e e afeto apresenta-se como marcantemente distintiva com relação às demais teorias do desenvolvimento cognitivo. Vygotsky sublinhou as influências socioculturais no desenvolvimento cognitivo da criança: · O desenvolvimento não pode ser separado do contexto social; · A cultura afeta a forma como pensamos e o que pensamos; · Cada cultura tem seu próprio impacto; · O conhecimento depende da experiência social; · A criança desenvolve representações mentais do mundo através da cultura e da linguagem; · Os adultos tem um importante papel no desenvolvimento através da orientação que dão e por ensinarem; · ZDP : intervalo entre a resolução de problemas assistida e individual; · Uma vez adquirida a linguagem nas crianças, elas utilizam a linguagem / discurso interior, falando alto para elas próprias de forma a direcionarem o seu próprio comportamento, linguagem essa que mais tarde será internalizada e silenciosa. Ao contrário da imagem de Piaget em que o individuo constrói a compreensão do mundo, o conhecimento sozinho, Vygotsky via o desenvolvimento cognitivo como dependendo mais das interações com as pessoas e com os instrumentos do mundo da criança.
PIAGET X VYGOTSKY Um dos pontos divergentes entre Piaget e Vygotsky está centrado na concepção de desenvolvimento. A teoria Piagetiana considera-o em sua forma retrospectiva, isto é, o nível mental atingido determina o que o sujeito pode fazer. A teoria vygotskyana, considera-o na dimensão prospectiva, ou seja, enfatiza que o processo em formação pode ser concluído através da ajuda oferecida ao sujeito na realização de uma determinada tarefa. Enquanto Piaget não aceita em sua provas “ajudas externas”, pois as considera inviáveis para possibilitar e detectar a evolução mental do sujeito, Vygotsky não só as aceita, como as considera fundamentais para o processo evolutivo. Vygotsky destaca o papel sóciointeracionista, e não apenas interacionista como Piaget. Piaget coloca ênfase nos aspectos estruturais e nas leis de caráter universal ( de origem biológica ) do desenvolvimento, enquanto Vygotsky destaca as contribuições da cultura, da interação social e a dimensão histórica do desenvolvimento intelectual. Ou seja, sustentam que a inteligência é construída a partir das relações recíprocas do homem com o meio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS · Psicologia USP, São Paulo, v.8, n.1, p.11-31, 1997; · Morato, E. Vygotsky e a perspectiva enunciativa da relação entre linguagem, cognição e mundo social. Educação e Sociedade, ano XXI, n° 71, julho/00. · Costa, P. Afetividade e cognição: o processo de ensino – aprendizagem em anos iniciais. SP, 1999. · Vygotsky, L.S. et AL. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. SP, 1988. · Harada et al. Desenvolvimento da criança. UNIFESP.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

" Alerta ao calor "

Todos estão percebendo o aumento de temperatura que vem acontecendo aqui no litoral, mas esse aumento excessivo, que ficou na casa dos 39 - 41 º C trouxe graves consequências para os idosos da cidade de Santos. Foi registrada 32 mortes devido a esse calor intenso que tem feito esses dias, segundo publicação a seguir: (http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=19576&idDepartamento=5&idCategoria=0).
Tudo devido à desidratação, pois com o aumento da temperatura, deve-se consumir mais líquidos, para compensar a perda do mesmo pelo organismo. Ocorre que pacientes nessa faixa etária dos óbitos ocorridos (60 e 93 anos), já possuem muitas vezes problemas cardíacos, HAS, doenças pulmonares, que se agravam com o calor, quando não tomada as medidas necessárias.
Então a dica nesse calor intenso é: ingestão de líquidos acima da média, alimentação leve e saudável, exposição ao sol apenas em horários mais amenos, atenção às medidas da pressão arterial, afim de controla-las, banhos constantes para diminuir a temperatura corporal aumentada, dando sensação de conforto ao corpo, permanecer em lugares arejados e com sombras, afim de nao se expor ao sol em excesso. Os familiares com idosos em casa, devem ter cuidados redobrados, mantendo assim seu conforto e saúde.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

" A Ciência e sua Ambivalência "

Há muito tempo atrás existia o que chamamos de Pré-história, os homens viviam de forma primitiva e agiam com perplexidade à qualquer nova descoberta que eles fizessem. O fogo foi uma delas, essa descoberta gerou uma disputa entre eles, a disputa pelo poder, poder este atribuído a um novo conhecimento dominado por um determinado indivíduo ou grupo. Até hoje, pode-se dizer que essa imagem tão distante de nossos primórdios, ainda pode ser vista no homem moderno, essa disputa pelo poder ainda que de forma disfarçada, ou seja, não fisicamente disputada como antes, mas agora de forma intelectual é presente no cotidiano do ser humano. A descoberta de novos conhecimentos fez com que a humanidade evoluísse gradativamente, e foi através da ciência que essa evolução se tornou possível. Mas para que houvessem descobertas e teorias do mundo, primeiramente o homem precisava evoluir por si mesmo, e é isso que observamos ao analisar o docorrer de nossa história. Primeiro o homem desenvolveu seu raciocínio, depois desenvolveu seu auto-conhecimento, para então compreender o que estava ao seu redor e então compreender o mundo. Em nossa história da evolução da ciência, muitos gênios, pensadores, físicos, filósofos e muitos outros deixaram sua marca com descobertas nunca antes imaginadas pelo homem, e isso fez da ciência o que ela é hoje. Darwin, Mendel, Einstein e outros mitos, ajudaram a escrever a história da ciência, seja na biologia, na genética, na física, na matemática e em tantas outras áreas de conhecimento científico, e isso influenciou fortemente no desenvolvimento da humanidade. Para que a ciência chegasse ao ponto que vemos hoje, foi preciso percorrer um longo caminho de barreiras e dificuldades para o desenvolvimento da ciência, os impedimentos eram de origem política, social, religiosa e moral, tais quais podem ser vistos até hoje, mesmo nos tempos modernos em que nos encontramos. Mas a questão é: e se essas barreiras nunca tivessem existido, se toda e qualquer tipo de pesquisa e descoberta, ou seja, se o “ fazer ciência ”, não tivesse sido limitado, onde e como estaríamos hoje? Será que mais evoluídos ou mais destruídos? Estes questionamentos abrem um leque de dúvidas à respeito das respostas, pois os pontos de vista são amplos e se dividem em aspectos positivos e negativos. Já diria Morin, que “a ciência é ambivalente, que pode tanto ser benéfica para a humanidade como destruí-la”. Seria ingenuidade de nossa parte pensar que a ciência atua apenas para que a humanidade evolua, para que haja mais qualidade de vida, saúde etc., pois não é exatamente isso que observamos. É claro que as mudanças e melhorias da sociedade são claras, e isso somos gratos à ciência, mas também precisamos ressaltar aquele lado negativo que não ficou muito claro, quer dizer não ficou claro aqui no texto, mas na sociedade está bem evidente. A ciência mostra seu lado destrutivo, quando constrói bombas, como a de Hiroshima, quando produz armas biológicas, quando polui mares e rios, quando provoca a degradação ambiental e mudanças climáticas, ou seja quando destrói gradativamente o mundo. Tudo isso em prol da evolução da sociedade, da industrialização, das finanças, da comercialização do homem, da política, na verdade, resumidamente em prol do poder. Obviamente hoje somos seres humanos muito mais desenvolvidos e garantidos pela ciência, na área médica por exemplo, há cirurgias realizadas com simplicidade que há alguns anos levavam horas para serem realizadas e submetiam o paciente a riscos de morte, os medicamentos são mais eficientes, há cura para diversas doenças e aquelas que ainda não descobriu-se a cura, há uma luta incessante pela sua descoberta. Vivemos em nossas casas com tecnologias por todos os lados que facilitam e promovem conforto, nossa alimentação é alvo de grandes estudos, que nos garantem mais saúde e mais qualidade de vida. Mas para que toda essa melhoria em nossas vidas ocorressem, precisaríamos de tantos aspectos negativos na ciência? Ou os aspectos negativos são conseqüências obrigatórias do “ fazer ciência” ? Será que há uma fórmula por assim dizer de “fazer ciência” apenas com benefícios? Se essas perdas ou esse “lado negativo” da ciência for então inevitável, então qual saída devemos tomar? Talvez a saída seja impor limites. Mas como estabelecer limites à ciência, se é que eles realmente existam. Os limites da ciência funcionariam como a visão, ou seja, enxergamos até onde conseguimos, no limite de nossos olhos, e fazemos ciência da mesma forma. Mas voltando aos impedimentos da realização da ciência, existentes até hoje, mesmo que consigamos ir além do que possamos imaginar, ainda haverá os aspectos morais, sociais, políticos e até mesmo religiosos, que serviram de impedimento. Podemos citar como exemplos, a clonagem, a utilização de células tronco, os produtos trangênicos, tão discutidos atualmente. O estudo das células tronco por exemplo é mal visto por religiosos e políticos e a discussão a respeito é enorme. Projetos de lei aprovados, que impedem a manipulação de embriões humanos travam nosso cientistas, que lutam por uma descoberta que um dia poderá ajudar os próprios políticos que hoje impedem a sua realização. A opinião religiosa que interfere e influencia a sociedade, ainda que um pouco menos influente nos dias atuais, mas ainda sim continua presente. Devemos ouvir e concordar com aqueles que pensam que aumento de natalidade e propagação de doenças sexualmente transmissíveis como a Aids, é melhor do que o uso de camisinha? E que ainda baseiam suas teorias e defendem duas idéias baseados num livro escrito a mais de mil e trezentos anos atrás? Será que o problema não está no pensamento individual ? Mesmo com tão vasto conhecimento disponibilizado à sociedade, as pessoas em sua maioria não se interessam, não lêem, não se aprofundam no conhecimento, para que possam ter uma opinião própria e fundamentada, a informação está posta, mas embora tão fácil e acessível, chega a ser banalizada. As pessoas preferem basear sua opinião e concluir seus pensamento baseado em informações passadas por meios de comunicação. É preciso ter mais conhecimento para que se possa opinar e lutar por direitos civis. Desde que a ciência não promova destruição, morte e discórdia entre os homens, ela se torna benéfica e sua evolução trará cada vez mais benefícios para nós. A ciência limitar-se-á ao desenvolvimento intelectual do ser humano e no pensamento ético de preservar sua própria raça.

" Tratamento Fisioterapêutico na Fibrose Cística "

A fibrose cística (FC) é uma doença genética que afeta uma para 2.500 a 3.500 nascidos caucasianos nos EUA, e com menor freqüência na Ásia, África e América do Sul; é incurável e fatal mas com os avanços dos tratamentos desenvolvidos na última década, a expectativa de vida tem aumentado. A FC é causada pela mutação de um gene no braço longo do cromossomo 7, lócus 7q32, responsável pela produção da proteína CFTCR ( regulador de condutância transmembranácea da FC). Os genes anormais codificam essa proteína, que faz com que haja um transporte anormal de íons através da membrana celular. Essas anormalidades causam um aumento da concentração de sódio e cloreto, que podem ser identificados pela salinidade presente no suor do indivíduo. Além do aumento de eletrólitos no suor, a doença também é caracterizada por pneumopatia crônica e insuficiência pancreática. Devido à alterações nas glândulas exócrinas pulmonares, as secreções tornam-se viscosas, aderentes e ionicamente diferentes, havendo problemas no clearance mucocilciar das vias aéreas (VA), facilitando dessa forma o desenvolvimento de infecções persistentes, principalmente por Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. Consequentemente por tornarem-se espessas e infectadas, essas secreções levam ao processo de obstrução das VA e desencadeamento de um processo inflamatório crônico. Essas alterações caracterizam-se por um padrão evolutivo de predomínio de distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) com diminuição precoce dos fluxos correspondentes às pequenas VA e ainda acometimento tardio da Capacidade Vital Forçada (CVF). Em recente estudo transversal, retrospectivo, em pacientes com FC de idade média de 16 anos, foi realizado uma revisão dos achados espirométricos, plestimográficos e radiológicos do tórax de pacientes ambulatoriais, onde revelou-se que a progressiva limitação do fluxo aéreo é acompanhado de aumento no Volume residual (VR), enquanto a Capacidade pulmonar total (CPT) permanece normal ou tende a diminuir. O tratamento da FC tem como objetivos, minimizar a recorrência das infecções, abolir as secreções pulmonares e retardar o desenvolvimento de seqüelas ocasionadas pela doença pulmonar, entre elas a bronquiectasia. Entre as estratégias utilizadas estão a fisioterapia respiratória, exercícios físicos, agentes mucolíticos para reduzir a viscosidade da secreção, terapia bronco dilatadora para controle de qualquer hiper-reatividade brônquica e uso da antibioticoterapia. O papel da fisioterapia não está limitado apenas no clearance de VA, e sim no encorajamento à aderência dos tratamentos para os pacientes, sejam eles os exercícios, trabalho de postura e mobilidade, terapia inalatória em conjunto às manobras, e em estágios mais avançados da doença o suporte respiratório não evasivo. Entre as técnicas fisioterapêuticas desobstrutivas, podem ser citadas: drenagem postural e autogenica, exercícios de expansão e percussão torácica, técnicas do ciclo ativo da respiração (TCAR), exercícios físicos, flutter, pressão positiva expiratória (PPE) e PPE de alta pressão. Pressão Positiva Expiratória (PPE) Uma das alternativas no tratamento da FC é o uso da PPE, onde uma pressão positiva é aplicada nas VA durante a expiração. Essa pressão positiva mantém as VA abertas e melhora a ventilação colateral, além de desobstruir os pulmões e melhorar as trocas gasosas. Esta técnica é realizada através de uma máscara facial de válvula unidirecional onde um resistor é acoplado na válvula expiratória. Um manômetro pode ser inserido no circuito para mensuração da pressão, o diâmetro do resistor é determinado de acordo com a pressão desejada (10 - 20 cm H2O) na expiração. Essa pressão é mantida durante todo o volume corrente (VC) expirado, com intuito de mobilizar secreções intercaladas com técnicas de expiração forçada (huffing) ou tosse para transportar e expelir as secreções. Outra opção é o uso de uma válvula threshold com pressões de 10, 15 e 20 cmH2O. Em estudo realizado com 5 pacientes com idade média de 18 anos, do Children´s Hospital of Buffalo, a PPE foi utilizada com objetivo de provar a sua eficácia fisiológica nos pulmões, foi comprovado que sua utilização melhorou a função pulmonar, aumentou a expectoração de secreções e ainda a SpO2. Além disso, mostrou-se uma técnica melhor aceita pelos pais e pacientes, fácil de ser aplicada e menos estressante para os pacientes quando comparados a terapia convencional como drenagem postural, percussão manual e vibração. Em outro estudo semelhante, mas abordando as diferenças entre a PPE e a técnica de oscilação torácica de alta freqüência, dos 15 pacientes estudados, foi avaliado a eficácia fisiológica dessas duas técnicas sobre a SpO2, função pulmonar e distribuição da ventilação, do qual apenas a SpO2 mostrou-se aumentada durante a utilização da PPE, o restante manteram-se igual nos dois grupos. Em um trabalho randomizado, de 1 ano de realização, comparando a drenagem postural e percussão com a PPE em crianças e adolescentes mostrou uma melhora na função pulmonar no grupo que utilizou a PPE com diferenças estatísticas significantes. Há evidências de que a PPE em combinação com huffing, tem se mostrado superior quando comparada com drenagem postural e percussão na eliminação das secreções pulmonares. A utilização da PPE tem sido bem aceita pelos pacientes e pais e ainda tem sido eleita como preferida em comparação com outras técnicas convencionais. A utilização da pressão positiva expiratória como técnica fisioterapêutica tem se mostrado eficaz na melhora da função pulmonar e na expectoração de secreções, mas ainda há controvérsias e mais pesquisas acerca desse assunto devem ser realizadas.